CÃES & GATOS

Como a adoção mudou a minha vida

Cristofer Lacerda

Não gostava de gatos. Na verdade, me davam alergia; e, por ignorância (que a maioria dos mortais têm contra os gatos) e, alavancado por esta alergia, não podia chegar perto de gatos, criando todas as formas de preconceito contra os mesmos - traiçoeiros, metidos, sem graça, cheios de doença (essa eu ouvi hoje de uma colega de trabalho dona de cachorrinha), perigosos, entre outros que pudesse me ajudar a provar como os gatos não são bons para mim.

...não podia chegar perto de gatos, criando todas as formas de preconceito contra os mesmos - traiçoeiros, metidos, sem graça, cheios de doenças, perigosos...

No entanto, gosto muito de animais, sejam eles quais forem. Acho os animais sinceros e inocentes, coisas cada vez mais difícil de encontrar hoje em dia em nós humanos.

Há pouco mais de 1 ano e meio, fui morar sozinho em um apartamento. Gostaria muito de ter um cachorro para não me sentir sozinho e ter um parceiro, mas não achava prudente já que trabalho como Engenheiro Civil, e devido ao meu trabalho, viajo bastante, ficando por vezes alguns dias fora.

Foi com este pensamento, e com alguns conselhos de minha "ex-namorada" e atual Noiva, Renata, que já teve gatos e sempre dizia que são bons bichinhos, e que o que falam sobra eles (inclusive eu dizia) é bobagem e ignorância de quem desconhece o assunto, que vi no Facebook um caso de gatinhos pretos abandonados numa caixa de papelão (fato cruel que hoje sei ser bem mais normal que imaginava). Acho que eram 4 gatinhos, sendo um deles uma gatinha que diziam ser uma "minicat" pois era a metade do tamanho dos irmãozinhos, chamada na época de "Bolinha".

A Saphira me mostrou que os gatos são ótimos. Ela me mostrou que são engraçados, ágeis e extremamente espertos, e são sim amáveis, e assim como pedem carinho, lhe dão muito mais que você imagina.

Os dias foram passando, e a APATA (organização a quem devo muito hoje) foi anunciando um gatinho adotado, alguns dias depois e outro gatinho adotado...e mais um! E então aquela gatinha que havia me chamado atenção na primeira aparição da ninhada ficou para trás. A Sócia de minha Noiva, Renata Martins, anunciou em seu Facebook que alguém ajudasse essa pobre gatinha, pois ninguém teria tido coragem de adotá-la pois ela era pequena demais e talvez não sobrevivesse.

Foi então que criei coragem, e liguei para a Renata dizendo que eu queria a "Bolinha", pois alguma coisa me dizia que era a coisa certa a fazer.

Acho que no dia seguinte fui a Novo Hamburgo buscar a "Bolinha", cheio de medo se ia ter alergia, se ia gostar do bichinho, se ia me adaptar, não querendo ter que doar ela a ninguém pois isso seria fraqueza minha. Cheguei lá e me foi uma sensação muito boa saber que pela primeira vez teria um animal de estimação, que aquela bolinha, aquela "minicat" seria minha, e eu seria responsável por ela. Amei ela desde o primeiro dia, mesmo com aquele corte na testa (até hoje não sei o porquê), cuidando das pulgas, vermes e um fungo de pele chato pra dedéu que deixava o pelo dela cair e que demorou quase dois meses de tratamento para curar. Dei, com a ajuda de minha linda Noiva, o nome de Saphira pra minha filhinha, que é uma das pedras preciosas mais preciosas que temos (inclusive usada no anel de noivado da princesa da Inglaterra).

Obrigado, Saphira, por me dar a chance de te amar incondicionalmente, e abrir a porta para os gatos do mundo entrar!!!

A Saphira me mostrou que os gatos são ótimos. Desde o primeiro dia, ela esperou chorando no carro pra chegar em casa e eu não sabia por que, até que preparei a areia, e ela entrou correndo e fez xixi e cocô: esperou a viagem de São Leopoldo até Canoas pra ir no banheiro. Diziam que eles são assim limpos, mas não imaginava que era assim, como um passe de Mágica. Ela me mostrou que são engraçados, ágeis e extremamente espertos, e são sim amáveis, e assim como pedem carinho, lhe dão muito mais que você imagina. Agora a Saphira tem dois irmãozinhos, o Slash que eu adotei, e o Dylan que foi um presente. Lindos e queridos.

Obrigado, Apata, por me proporcionar essa alegria diária de ver meus bichinhos brincando. Obrigado, Saphira, por me dar a chance de te amar incondicionalmente, e abrir a porta para os gatos do mundo entrar!!!

Cristofer Lacerda

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